Estou doente

Outro dia fui ao médico, e ele me falou que eu estava doente, ele falou que tinha algo estranho com meu coração, que o som das batidas do meu coração estavam diferentes, não eram a batida comum.

Na tentativa de tentar entender o que o médico falava, não que eu duvidasse da sapiência deste, tomei o estetoscópio de sua mão, acho que foi mais um sinal do meu desespero, e tentei escutar as batidas do meu coração. Comecei a rir, ria loucamente, decerto que o médico achou que eu, desesperado enlouquecera, mas não, meu riso era de felicidade, eu conhecia aquelas batidas. Agradeci ao médico e sai correndo do hospital, corri feito louco, feito “Corra Lola, Corra”, meus passos pareciam sincronizados com as batidas do meu coração, estávamos ambos loucos, eu e meu coração, estavam ambos doentes, meu coração e eu.

Felizmente aonde eu ia não era muito longe, afinal com meu coração doente não sei se agüentaria muito tempo. Mas corri não me importava, eu sabia que para aquela doença só tinha um remédio, e eu sabia bem onde encontrar, por isso corria.

Mas quando, após apertar o interfone daquele “Jardim” que era “Bom” ao ouvir sua voz senti meu coração acelerar ainda mais pensei que tinha me enganado que tinha corrido para o remédio errado talvez, mas mesmo assim, ainda confiando naquele coração doente corri escadas acima.

Você já me esperava na porta, com um lindo sorriso, meu coração parecia que ia explodir, pensei que iria morrer ali mesmo, na porta da sua casa, novamente a dúvida me veio, será que procurei pelo remédio errado? Teria eu corrido tanto a toa?

Mas então quando você me abraçou, que nossos corpos juntos eu sentia também o seu coração batendo pude entender, você também estava doente, e seu coração batia tão acelerado quanto o meu, mas eram batidas inversas ao meu, e então entendi, ali estava o remédio para a minha doença, ali no seu coração, e no meu coração estava o remédio para a sua doença.

Como em um motor onde tudo movimenta exatamente junto, eu sentia que o meu e o seu coração moviam juntos, enquanto um enchia o outro esvaziava, completando-se, completando um o movimento do outro, preenchendo o espaço que o outro deixava, com isso, os nossos corações foram se acalmando, encontrávamos enfim o remédio que precisávamos.

Por isso que falo, não duvido do médico, eu estou realmente doente, mas o remédio, ele não conhecia, pelo menos não o remédio que eu precisava, o meu remédio não vende em farmácias, o meu remédio foi fabricado há um tempo, o meu remédio foi Deus quem me deu, o meu remédio não pode ser substituído, o meu remédio, ah o meu remédio, é só meu, e minha doença é crônica, vou precisar desse remédio por toda a minha vida, remédio controlado. Remédio que vicia, vício gostoso, e até salutar.

Minha doença?

Minha doença é a paixão.

O remédio?

O remédio é o seu amor, o remédio é você.

Ainda que as vezes com medo, pulo de cabeça nessa cura, injeção, comprimido, o que for, não vou esconder mais, estou doente, preciso desse remédio, preciso dessa cura, mas confesso, não tenho esperanças de me curar, ou melhor não tenho a menor vontade de me curar. *-*

Imagem do post de: Mark Wagner

2 thoughts on “Estou doente

  1. Dispensa palavras ou comentários, até mesmo porque não sei o que dizer! Você me adoece a cada dia mais e mais… E eu sou muito sortuda por seu amor ser a minha cura!
    Tenho certeza que cada momento, bom ou ruim, do seu lado, vale a pena…
    Da forma mais clichê, mais intensa, mais sincera: Eu Te Amo!
    Obrigada por me proporcionar sensações, (como essa que estou sentindo agora) que não sou capaz de explicar, mas que me completam a cada dia !
    Te amo…Te amo… Te amo ♥

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